9.2.22

Triângulos — Algumas propriedades

Ao longo das publicações em
Geometrias

constatámos diversas propriedades deixando ao cuidado do leitor a sua demonstração.
Perceber o porquê, também me inquieta. Seguem-se, então, justificações para três propriedades que me reapareceram recentemente.
Mariana S. 2022


Seja o triângulo $\; \Delta [ABC] $. $\; \dot{C}M\;$ bissetriz do ângulo $\; B\widehat{C}A $, $\; M \;$ a interseção da bissetriz $\; \dot{C}M \;$ com o circuncírculo de centro $\; O \;$, $\; OM\; $ mediatriz de $\; \overline{AB}$.
Propriedade 1.a)
Num triângulo a bissetriz de um ângulo e a mediatriz do lado oposto a esse ângulo, intersetam-se num ponto $\; M\;$ do circuncírculo.

Figura 1

Prova:
$\; A\widehat{C}M \; =\; M\widehat{C}B,$ $\;\dot{C}M\;$ é bissectriz de $\; \angle \widehat{C}$

Então, $\;\displaystyle\frac{\widehat{AM}}{2} \;$ = $\; \displaystyle\frac{\widehat{MB }}{2}$, $\; A\widehat{C}M \;$ e $\; M\widehat{C}B \;$ são ângulos inscritos.
Logo, $\; \widehat{AM}\;$ = $\; \widehat{MB},\;$ $\;M\;$ é o ponto médio do arco $\;{AB}\;$, está à mesma distância de $\;A\;$ e de $\;B\;$, logo $\;M\;$ pertence à mediatriz de $\;[AB]\;$
c.q.d.



Propriedade 1.b)
$\;M\;$ é equidistante de $\;A,\;I. \;B, \;I_c\;$ sendo $\;I\;$ o centro do círculo inscrito no triângulo $\; \Delta[ABC]\;$ e $\; I_c\;$ o centro do círculo ex-inscrito oposto a $\;C$.


Figura 2


Prova:
Queremos provar que $\; MA \; =\; MB \; = \; MI\;= \; MI_c\; $

$\;MA\; = \; MB\;$ pois $\;M\; $ pertence à mediatriz de $\; [AB]$
Observemos o triângulo $\;\Delta [CIA]:\;$
$\;\displaystyle A\widehat{I}M =\frac{\widehat{A}}{2} \; + \; \displaystyle\frac{\widehat{C}}{2}$, o ângulo externo é igual à soma dos internos não adjacentes. $\;AI\;$ é a bissectriz do ângulo $\; \angle \widehat{A}$
$\;\angle A\widehat{M}C \;=\; \angle A\widehat{M}I\; = \; \angle \widehat{B},\;$ ângulos inscritos no mesmo arco
$$\;\displaystyle I\widehat{A}M \;=\; 180° - \frac{\widehat{A} + \widehat{C}} {2} \; = \;( \widehat{A} + \widehat{C}) -\frac{\widehat{A} + \widehat{C}} {2} \; = \; \frac{\widehat{A} + \widehat{C}} {2} $$
Como a ângulos iguais se opõem lados iguais, $\;MA \;=\;MI\;$
$\;I\widehat{A}I_c \; = \;90°\;$, as bissectrizes interna e externa de um ângulo são perpendiculares $$ \displaystyle \angle M\widehat{A}I_c\;= \;90° - \angle I\widehat{A}M \; = \; 90°- \frac{\widehat{A} + \widehat{C}} {2}\; = \; \frac{180° - \widehat{A} - \widehat{C}} {2}\; = \; \frac{\angle \widehat{B}}{2} $$ $$ \angle M\widehat{I_c}A\; = \;\angle I\widehat{M}A - \angle M\widehat{A }I_c \;=\; \widehat{B} - \frac{\angle \widehat{B}}{2}\; = \;\frac{\angle \widehat{B}}{2}$$ Como a ângulos iguais se opõem lados iguais, $\; \overline{MA} \; = \overline{MI_c}\;$ e como $\; \overline{MI} \; = \overline{MI_c},\;$ $\;M\;$ é ponto médio de $\; II_c\;$
c.q.d.


Sendo $\;R\;$ o raio do circuncírculo
Propriedade 2.
O círculo que passa pelos três ex-incentros de um triângulo tem raio $\;2R\;$ e centro $\;I'\;$ simétrico de $\;I\;$ relativamente a $\;O\;$

Figura 3


Prova:
Tracemos a perpendicular a $\;AB\;$ por $\;I_c.\;$ Esta é paralela a $\;OM\;$ e intersecta $\;IO\;$ em $\;I'.\;$
Sendo $\;M\;$ o ponto médio de $\;\overline{II_c},\;$ $\;O\;$ é o ponto médio $\;\overline{II'}\;$ e $\;\overline{I'I_c} \;=\; 2\overline{OM}\;=\; 2R.$
De forma análoga se demonstra que $\;\overline{I'I_A}\; = \;\overline{I'I_B}\; = \;\overline{I'I_C}\; = \;2R. \;$Logo $\;I'\;$ é o centro da circunferência que pssa pelos ex-incentros e o seu raio é $\;2R.\;$
c.q.d.


Propriedade 3.
$\;r_a + r_b + r_c \; = \;4R + r,\:$ sendo $\;r_a,\; r_b \;$ e $\; r_c \;$ os raios das circunferências ex-inscritas, $\;r\;$ o raio da circunferência inscrita e $\;R\;$ o raio da cirunferência circunscrita.

Figura 4
Prova:
Seja $\;P\;$ o pé da perpendicular tirada por $\;I_B\;$ para $\;AB.\;$ $\;I_B = r_b\;$
Seja $\;Q\;$ o pé da perpendicular tirada por $\;I_A\;$ para $\;AB.\;$ $\;I_AQ = r_a\;$
Seja $\;X'\;$ o ponto de intersecção de $\;I'I_C\;$ com $\;AB.\;$ $\;I'X' = 2R - r_c\;$
Seja $\;X'\;$ o ponto de intersecção de $\;I'I_C\;$ com $\;AB.\;$ $\;I'X' = 2R - r_c\;$
Seja $\;X'\;$ o ponto de intersecção de $\;I'I_C\;$ com $\;AB.\;$ $\;I'X' = 2R - r_c\;$
Seja o ponto de intersecção do círculo de $\;I'I_C\;$ inscrito com $\;AB.\;$ $\;OD\;$ é a mediana do trapézio $\;[IXI'X'].\;$ $$\;OD \; = \;\displaystyle \frac{IX+I'X'}{2}\; =\; \frac{r+(2R~r_c)}{2}$$ Seja N a intersecção da mediatriz de $\;AB\;$ com o circuncírculo. Provemos agora que $\;N\;$ é ponto médio de $\;I_AI_B :\;$ Os ângulos $\;I_AAI_B\;$ e $\;I_ABI_B\;$ são retos ( as bissectrizes interna e externa são perpendiculares). Assim, existe uma circunferência que passa pelos pontos $\;I_A,\; A,\; B\;$ e $\;I_B. $ de diâmetro $\;I_AI_B.\;$ Sendo $\;OM\;$ a mediatriz de $\;AB,\;$ $\; N\;$ é o centro da circunferência de diâmetro $\;I_AI_B.\;$ $\; N\;$ é ponto médio de $\;I_AI_B.\;$
Então $\;ND\;$ é a mediana do trapézio $\;[I_APQI_B]\;$ $$ND \; =\; \displaystyle \frac{r_a + r_b}{2} \;\Leftrightarrow\; R + OD \;= \;\frac{r_a + r_b}{2} \Leftrightarrow R + \frac{r+(2R - r_c)}{2}\;=\;\frac{r_a+r_b}{2} \Leftrightarrow $$ $$4R +r \; =\; r_a + r_b + r_c \;$$ c.q.d.


O conhecimento destas e outras propriedades facilita-nos a resolução de vários problemas. Por exemplo:
a) Em www. geometrias.blogspot.com , em 5.12.o6 , publica-se o seguinte exercício interativo
Determinar os vértices de um triângulo $\;\Delta[ABC]\;$ de que se conhecem o centro $\;I\;$ do circulo inscrito, o centro $\;I_C\;$ do círculo ex-inscrito em $\;C\;$ e o centro $\;O_e\;$ do círculo definido pelos três ex-incentros $\; I_a,\; I_b\;$ e $\;I_c\;$


Figura 5 A vermelho encontram-se os objetos alvo, a descobrir.
Usando as propriedades acabadas de demonstrar:
O ponto médio de $\;II_C,\; M,\;$ é equidistante de $\;A,\; I\;$ e de $\; B\;$ e situa-se no circuncírculo.
O centro do circuncírculo é o ponto médio de $\;O_eI \;$ e o seu raio é metade de $\; O_e I\;$

Figura 6
b)no site geometriagon encontramos o seguinte enunciado do n° 1679
Determinar o vértice $\;A\;$ do triângulo $\; \Delta [ABC],\;$ conhecidos o lado $\;[BC],\;$ a altura $\;h_a\;$ a ele relativa e a diferença entre a soma dos raios dos círculos ex-inscritos e o raio do círculo inscrito. E apresenta-nos o seguinte exercício interativo

Figura 7

Atendendo à última propriedade referida, a reolução é simnples.

Figura 8
Claro que a solução acima apresentada não é única.

Mariana Sacchetti. Aveiro, Janeiro de 2022

3.2.22

Arbelos

Por um ponto C de um segmento de reta [AB], tracem-se semicírculos de diâmetros [AC], [CB] e [AB], todos para o mesmo lado. Consideremos os seus raios 𝑎, 𝑏 𝑒 𝑎 + 𝑏, respetivamente. A área limitada por estes três semicírculos chama-se Arbelos.

Propriedade fundamental dos arbelos
A área do arbelos é igual á área do círculo de diâmetro [CD]

Raios das semicircunferências interiores: 𝑎, 𝑏
Raio da semicircunferência exterior: 𝑎 + 𝑏
Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑟𝑏𝑒𝑙𝑜𝑠 = 𝜋(𝑎 + 𝑏) / 2 - 𝜋𝑎 / 2 - 𝜋𝑏 / 2 = 𝜋𝑎𝑏
𝐶𝐷 (𝑚é𝑑𝑖𝑎 𝑔𝑒𝑜𝑚é𝑡𝑟𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑒 2𝑎 𝑒 𝑑𝑒 2𝑏) = 2√𝑎𝑏
Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑐í𝑟𝑐𝑢𝑙𝑜 = 𝜋√𝑎𝑏2 = 𝜋𝑎𝑏

Problema:
Inscrever no arbelos um círculo tangente aos outros três.

Construção:
Sejam E e F os centros das circunferências interiores. GE e HF perpendiculares a AB.
Os segmentos de reta GF e EH intersetam-se em I. Desenhe-se a circunferência de centro I e raio IC. Esta determina nas circunferências interiores os pontos de tangência M e J da circunferência pretendida.
As retas EJ e FM determinam o centro N da circunferência tangente aos três círculos.
Círculos gémeos de Arquimedes num Arbelos

A perpendicular a AB tirada por C, divide o arbelos em dois triângulos curvilíneos com incírculos congruentes. A estes círculos chamam-se círculos gémeos de Arquimedes, pois o seu raio, prova-se que é
                                               𝑅= 𝑎𝑏 /(𝑎+𝑏)
                                              2𝑅 = 2𝑎𝑏 /(𝑎+𝑏)
                                        𝑜 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 é 𝑎 𝑚é𝑑𝑖𝑎 h𝑎𝑟𝑚ó𝑛𝑖𝑐𝑎 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑎 𝑒 𝑏)
Construção:
Sejam E e F os centros das circunferências interiores. GE e HF perpendiculares a AB.
Os segmentos de reta GF e EH intersetam-se em I. Desenhe-se a circunferência de centro C e raio IC. Esta interseta AB nos pontos J e K
Desenhem-se as circunferências (E, EK) e (F, FJ).
Desenhem-se as retas perpendiculares a AB em J e K. Estas intersetam as circunferências (E, EK) e (F, FJ) nos centros das circunferências pretendidas M e O.
Os segmentos de reta EM e FO determinam os pontos de tangência P e Q.
Os círculos gémeos de Arquimedes são os círculos (M, MP) e (O, OQ).


Demonstração de que o círculo (I, IC) é um círculo de Arquimedes
Os triângulos [CIE] e [IPH] são semelhantes.
Logo, 𝑂𝐼 / CF = (𝑎−𝐼𝐶) / IC e como OI=EC, vem 𝐸𝐶 / CF = (𝑎−𝐼𝐶)/IC                                         (1)
Os triângulos [GOI] e [CIF] são semelhantes.
Logo, 𝐸𝐶 / IP = 𝐼𝐶 / (𝑏−𝑃𝐹) como IP=CF e PF=IC, vem 𝐸𝐶 / CF = 𝐼𝐶 / (𝑏−𝐼𝐶)                           (2)
De (1) e (2)
                          (𝑎−𝐼𝐶) / IC= 𝐼𝐶 / (b-IC) ⇔ 𝐼𝐶^2 = (𝑎−𝐼𝐶)(𝑏−𝐼𝐶) ⇔ 𝐼𝐶 𝑏 − 𝐼𝐶 ⇔
                           ⇔ 𝐼𝐶^2 = (𝑎𝑏−𝑎.𝐼𝐶−𝑏.𝐼𝐶+𝐼𝐶\up;{2} ⇔ 𝑎𝐼𝐶+𝑏𝐼𝐶 = 𝑎𝑏 ⇔ 𝐼𝐶 = 𝑎𝑏 /(𝑎+𝑏)                           2𝐼𝐶 = 2𝑎𝑏 / (𝑎+𝑏)                           𝑜 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 é 𝑎 𝑚é𝑑𝑖𝑎 h𝑎𝑟𝑚ó𝑛𝑖𝑐𝑎 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑎 𝑒 𝑏

Demonstração de que o raio dos círculos gémeos de Arquimedes é 𝑅 = 𝑎𝑏/(𝑎+𝑏)
Comecemos por considerar o círculo da esquerda.

Vamos aplicar o teorema de Pitágoras aos triângulos retângulos [EMJ] e [OMJ], em que E é o centro do círculo da esquerda, O é o centro do círculo exterior, J é a projeção ortogonal de M sobre AB e M é o centro do círculo gémeo à esquerda. Assim, considerando o triângulo [EMJ] 𝐸𝑀=𝑎+𝑅; 𝐸𝐽=𝑎−𝑅;
𝑀𝐽^2 = (𝑎 + 𝑅)^2 − (𝑎 − 𝑅)^2 = (𝑎 + 𝑅 + 𝑎 − 𝑅)(𝑎 + 𝑅 − 𝑎 + 𝑅) = 4𝑎𝑅 (1)
Considerando o triângulo [OMJ] temos 𝑂𝑀 = (𝑎 + 𝑏) − 𝑅;
Mas para a expressão de OJ teremos de considerar 3 situações possíveis: 1. 𝑂 está entre 𝐸 𝑒 𝐽 (fig.6)
𝑂𝐽 = 𝑂𝐵 − 𝐶𝐵 − 𝐽𝐶 = (𝑎 + 𝑏) − 2𝑏 − 𝑅
2. 𝑂 está entre 𝐽 𝑒 𝐶 (fig.7)
𝑂𝐽 = 𝑅 − 𝑂𝐶 = 𝑅 − ((𝑎 + 𝑏) − 2𝑏) = −(𝑎 + 𝑏) + 2𝑏 + 𝑅
Simétrico do anterior, mas como vamos elevar ao quadrado é indiferente.

3. 𝑂 está entre 𝐶 𝑒 𝐹 (fig.8)
𝑂𝐽 = 𝑅 + 𝑂𝐶 = 𝑅 + 2𝑏 − (𝑎 + 𝑏) = −(𝑎 + 𝑏) + 2𝑏 + 𝑅

Assim:
𝑀𝐽^2 =((𝑎+𝑏)−𝑅^2 −((𝑎+𝑏)−(2𝑏+𝑅))^2 =(𝑎+𝑏)^2 +𝑅^2 −2𝑅(𝑎+𝑏)−(𝑎+𝑏^2 −(2𝑏+𝑅)^2 +2(𝑎+𝑏)(2𝑏+𝑅) =𝑅^2 −2𝑎𝑅−2𝑏𝑅−4?^^2 −?^^2 −4𝑏𝑅+4𝑎𝑏+2𝑎𝑅+4?^^2 +2𝑏𝑅 = −4𝑏𝑅 + 4𝑎𝑏 (2)
De (1) e (2) vem 4𝑎𝑅=−4𝑏𝑅+4𝑎𝑏 ⇔ 𝑅= 𝑎𝑏/(a+b) , 𝑐.𝑞.𝑑

De forma análoga se demonstra para o círculo da direita.

Extensão da propriedade fundamental dos arbelos para 3 dimensões

Considerando 3 semiesferas nas mesmas condições (duas tangentes exteriormente e tangentes internamente a uma terceira e com círculos máximos assentes no mesmo plano)

𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑜 𝑎𝑟𝑏𝑒𝑙𝑜𝑠 = 4/3(𝜋(𝑎+𝑏)^3) / 2 − (𝜋𝑎^3)/2 − (𝜋𝑏^3)/2 ) = 2𝜋𝑎𝑏(𝑎+𝑏)= 𝜋𝑎𝑏 × 2(𝑎+𝑏)
O volume do arbelos é igual ao volume de um cilindro cuja base é o círculo de raio √𝑎𝑏, (anteriormente considerado na propriedade fundamental a 2 dimensões) e a altura é o diâmetro da esfera exterior.

18.12.21

construção de rectângulo de perímetro 2p equivalente a quadrado de lado dado

Construção e texto de Mariana Sacchetti.


Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique; Librairie Delagrave. Paris:1964

16.12.21

Partir de um círculo dado e determinar um concêntrico com o quinto da área ...

Texto de Mariana Sacc com uma explicação e resolução para problemas enunciados. A construção não encaixa no espaço e não permite grandes andanças a quem gostar de variações.... Iremos completando - promessa de maquinista!

12.12.21

dado o círculo (O, r), construir os seus concêntricos de áreas metade ou um terço da área de (O ,r)

Problema:
Sendo dado um círculo, traçar um círculo concentrico cuja área seja igual a metade (e a um terço) da área do círculo dado.
A seguir, a construção de Mariana Sacchetti:
E a demonstração de MS aqui fica:



Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique; Librairie Delagrave. Paris:1964

11.12.21

dividir um triângulo em iguais áreas por uma reta paralela a um lado

Problema:
Determinar a recta paralela a AC que divide o triângulo [ABC] em duas partes equivalentes.
A seguir, a construção de Mariana Sacchetti:
E a demonstração de MS aqui fica:



Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique; Librairie Delagrave. Paris:1964

28.11.21

para cada um e para todos, alguns dos enunciados de problemas para que leitores continuem o trabalho...

...antes disso, sem mudar de assunto, lembramos que ainda há problemas por resolver

32. Construir um rectângulo de perímetro dado 2p, equivalente um quadrado de quadrado de lado a dado.
33. Inscriver num semicírculo de diâmetro 2r um rectângulo equivalente a um quadrado de lado a. De entre os rectângulos inscritos neste semicírculo, qual é o que tem área máxima e qual o que tem área mínima?
34. Construir um triângulo semelhante a um triângulo dado e equivalente a um dado polígono.
35. Construir um losango euqivalente a um rectângulo de dimensões a e b, conhecida a razão k entre as suas diagonais. (Por exemplo, pense nos casos seguintes: k=1, k=2, k=5/3)
36. Construir um círuclo equivalente à soma (ou à diferença) de dois circulos dados.
37. Sendo dado um círculo, traçar um círculo concentrico cuja área seja igual a metade (e a um terço) da área do círculo dado.
38. Recorrendo a círculos concêntricos, dividir um círculo em cinco partes equivalentes.
39. Dividir um círculo em três partes proporcionais aos números 2, 1 e 7 recorrendo a dois círculos concêntricos.
40. Dividir um triângulo em duas partes equivalentes por uma paralela paralela a um lado.
41. Recorrendo a paralelas a um dos lados de um dado triângulo, dividi-lo em três e em cinco partes equivalentes.
42. Dividir um triângulo em duas partes proporcionais aos números 4 e 5 por uma paralela a um lado.
43. Dividir um triângulo em três partes proporcionais aos números 2, 1 e 5 por rectas a passar por um mesmo vértice.
44. Dividir um triângulo em três partes proporcionais aos números 1, 2 e 3 por paralelas a um dos lados.
45. Dividir um paralelogramo em três partes proporcionais a três números dados 2, 1 e 1/2 por duas rectas tiradas por um mesmo vértice.
46. Dividir um quadrilátero ABCD em três partes proporcionais a três números dados 3, 1/2 e 2 por duas rectas vindas de A.
47. Divida um trapézio em duas partes equivalentes: 1º por uma paralela às bases;
2º por uma linha reta vinda de um dos vértices.
48. Divida um hexágono regular em três partes equivalentes por duas rectas provenientes de um mesmo vértice.

Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique; Librairie Delagrave. Paris:1964

17.11.21

Cercas de arcos iguais de que podemos determinar áreas das superfícies por elas cercadas.

Problema:
Num círculo de centro O e raio r tomamos um ponto A qualquer de (O,r) e determinamos os pontos B e C tais que AB=BC=CA ou seja vértices de triângulos equiláteros inscritos em (O,r) --> AO=BO=CO=r.
Na figura, cor vermelha, estão três arcos iguais de certas circunferências (de vértices A, B, C). E, do mesmo modo, cor roxa, estão três arcos iguais de certas circunferências.
Pedimos, a quem souber e lhe apetecer calcular...usando a figura, que determine as áreas das superfície limitadas (pelos arcos vermelhos e pelos arcos roxos).
A seguir, uma construção de apoio:
A Mariana Sacchetti perguntou com razão e acerto porque é que a minha figura era tão enfeitada. Ela fez a sua figura (e muito bem) para esclarecer as respostas calculadas das áreas pedidas em função de r. Aqui fica:



Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique; Librairie Delagrave. Paris:1964

13.11.21

Determinar a área de uma fatia entre duas cordas e um arco de um círculo dado.

Problema:
Sobre um arco AB de um círculo (O,r), tal que AÔB=90°, toma-se o ponto C tal que AÔC=60°. Propôe-se que calcule a área da área da superfície compreendida entre o arco BC e as cordas AB e AC. (em função de r)
A seguir, uma construção de apoio:

Nova resposta/resolução de Mariana Sacchetti:


Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique; Librairie Delagrave. Paris:1964

12.11.21

Construção: Triângulo equilátero inscrito num circulo, Semicírculos de diâmetro igual ao lado do triângulo. Lúnulas .Áreas.

Problema:
Considere-se um triângulo inscrito num dado círculo. Sobre os três lados desse triângulo tomados como diâmetros, e exteriormente a eles, descrevem-se 3 semicículos. Pede-se que demonstre que a soma das áreas das três lunulas obtidas é igual à área do triângulo aumentado do oitavo da área do círculo dado.
A seguir, uma construção de apoio:


Soluções de Mariana Sacchetti:


Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique; Librairie Delagrave. Paris:1964

4.11.21

Círculos. Tangência . Trapézio com lados sobre tangentes comuns aos círculos.

Problema:
Dados dois círculos de centros e raios diferentes $\;(O , r)\; e \; (O', r')\;$ no caso $\;r < r'\; \mbox{e} \;O ≠ O' \;$ tangentes em $\;P.\;$ Nas condições definidas esses círculos têm tangentes comuns exteriormente e há um trapézio em que dois dos seus lados são porções destas tangentes exteriores: $\;AD\;$ e $\; BC \; $
Pede-se que calcule, em função de $\;r\;$ e $\;r'$,
  1. os comprimentos de $\;AD\;$ e $\;BC\;$
  2. a área do trapézio $\;[ABCD]\;$


A seguir, uma construção das tangentes comuns exteriormente aos círculos e, claro, ..... do trapézio:
Pode deslocar $\;P\;$ para qualquer posição comum aos $\;(O\; ,\; r)\; e \; (O'\;,\; r')\;$
E a seguir, Mariana Sacchetti resolve


Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique; Librairie Delagrave. Paris:1964

2.11.21

Trapézio circunscrito a um dado círculo. Calcular perímetro e área.

Problema:
Calcular os lados e a área de um trapézio isósceles circunscrito a um círculo de raio r, sabendo que um dos seus ângulos é 60°. (em função de r)

A seguir, uma construção (ou ilustração):
Pode deslocar $\;M\;$ para qualquer posição em $\;(O,r)\;$! Calcular?
Mariana Sacchetti enviou duas respostas. Uma delas:

E a outra:

Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique; Librairie Delagrave. Paris:1964

1.11.21

Área de um trapézio de base diâmetro do semicírculo em que está inscrito.......

Problema:
Numa circunferência de raio r é inscrito um trapézio em que uma das bases é um diâmetro da circunferência e as suas diagonais fazem um ângulo de amplitude 45°.
Calcule a área do trapézio (em função de 2r=a) )

Enunciado: [ABCD] é um trapézio tal que a sua base maior AB é o diâmetro do círculo em que está inscrito e a amplitude dos ângulos das suas diagonais é 45°
Qual é a sua área em função de a=AB?
A seguir, uma construção (ou ilustração):

@geometrias, 1de Novembro de 2021, Criado com GeoGebra
Sobre o assunto, Mariana Sacchetti enviou o seguinte:

Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

29.10.21

Área do quadrado de bissectrizes de um dado rectângulo

Problema:
As bissectrizes dos ângulos de um rectângulo [ABCD]formam um quadrado.
Calcule a área do quadrado [EFGH] (em função das medidas dos comprimentos AB =a e BC=b)

A seguir, uma construção (ou ilustração) que nos induz a uma razão entre as áreas do quadrado e do rectângulo:

@geometrias, 29 de Outubro de 2021, Criado com GeoGebra
Trabalhos de Mariana Sacchetti:
Clicando sobre essa figura da solução de M.S. tem acesso à folha no tamanho adequado.
Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

28.10.21

Triângulo rectângulo, quadrados, hexágono: e áreas

Problema:
Sobre os lados de um triângulo [ABC] rectângulo em Â, cujos lados do ângulo recto são b= (AC) e c=(AB), construímos, exteriormente ao nosso triângulo [ABC], os quadrados [ABNM], [BCQP], [ACRS].
Calcule a área do hexágono [MNPQRS] (em função de c e a)

A seguir, uma construção (ou ilustração):

@geometrias, 28 de Outubro de 2021, Criado com GeoGebra

E aqui fica a resolução de Mariana Sacchetti:

Interessante neste problema é verificar, tal como no problema anterior (em que o triângulo de partida é equilátero), que os triângulos da figura têm todos a mesma área.
Seja $\angle \alpha = A\hat{B}C \;$
Área de Δ $\;[ABC]\;$ = Área de Δ$\;[ASM]\;$ = $ \displaystyle \frac{b.c}{2} \; $
Área de Δ $\;[NBP]\;$= $\displaystyle\frac{a.c.sen(180° - \alpha)}{2} = $
$=\displaystyle\frac{a.c.sen(\alpha)}{2} = \displaystyle\frac{a.c.\displaystyle\frac{b}{a}}{2} = \displaystyle\frac{b.c}{2}$
Área de Δ $\;[CQR]\;$= $\displaystyle\frac{a.b.sen(90° + \alpha)}{2} = \displaystyle \frac{a.b.cos(\alpha)}{2} =\displaystyle\frac{a.b.\displaystyle\frac{c}{a}}{2} = \displaystyle\frac{b.c}{2}$
Assim, a área do hexágono [MNPQRS] é:
Área de $\;[MNPQRS] = 4 \times\frac{bc}{2} + a^2 +b^2 + c^2= 2bc+2a^2=2(bc+a^2)$
Como o enunciado pede, em função de c e a, aplicando o Teorema de Pitágoras
Área de $\;[MNPQRS] = 2(\sqrt{a^2-c^2} \times c + a^2)$

Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

25.10.21

Triângulo equilátero, quadrado, hexágono (9 pontos vértices): áreas

Problema:
Consideremos a construção em que
n=0 —      o triângulo equilátero $\;[ABC],$
n=1 —      os quadrados $\; [ADEB],\; [BFGC], \;[CGHA]\;$ e, finalmente,
n=2 —      o hexágono $\;[DEFGHI]$.

Sabendo que $\;AB=a,\;$ determinemos a área de $\;[DEFGHI]\;$ em função de $\;a\;$

A seguir, uma construção para acompanhar o estudo (da Mariana? Aurélio?) que os (não?) levará à solução:

@geometrias, 25 de Outubro de 2021, Criado com GeoGebra
Já cá chegou a resposta da Mariana. É esta:
Também cá chegou a pergunta: "Porque escreves 12 pontos vértices?" e eu respondo "Não sei" porque só sei que lá deve estar 9 (contei-os, um a um). O maquinista agradece a correcção            para 9.
Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

21.10.21

Problema: Quadriláteros convexos; ângulo das diagonais e áreas.

Problema:
Se as diagonais de um quadrilátero convexo formam um ângulo de 30º, a área do quadrilátero é a quarta parte do produto das diagonais. O que acontece quando as diagonais formam ângulo de 60º ou de 45º?

A construção que apresentamos a seguir serve só para ver(ificar) a afirmação inicial.
A pergunta seguinte espera da Mariana e do Aurélio considerações, construções e respostas. :-)



@geometrias, 21 de Outubro de 2021, Criado com GeoGebra


Da Mariana Sacchetti veio resposta imediata (que verá melhor clicando sobre cada uma das páginas de Mariana):


Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

19.10.21

Problema: Quadrilátero de diagonais perpendiculares e quadrados sobre lados opostos

Problema:
Se as diagonais de um quadrilátero forem perpendiculares, demonstra-se que a soma das áreas dos quadrados construídos sobre dois lados opostos é equivalente à soma dos quadrados construídos sobre os dois outros lados



A construção que apresentamos a seguir serve só para apoiar conjecturas. Pode sempre variar dados e acrescentar o que for preciso para responder a si mesmo e, claro, aos pedidos do enunciado e perguntas de leitores.


@geometrias, 19 de Outubro de 2021, Criado com GeoGebra

Solução proposta por Mariana Sacchetti:


Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

2021.10.19 | Problema com triângulo equilátero e distância de pontos seus ou não

Problema:
Utilizando a medida das áreas, demonstra-se que a soma das distâncias de um ponto interior a um triângulo equilátero aos seus três lados é constante.
O que é preciso modificar no enunciado considerando que tomamos não um ponto interior mas antes uma localização exterior ao triângulo equilátero?



A construção que apresentamos a seguir serve só para apoiar conjecturas. Pode sempre variar dados e acrescentar o que for preciso para responder a si mesmo e, claro, aos pedidos do enunciado e perguntas de leitores.


@geometrias, 19 de Outubro de 2021, Criado com GeoGebra

Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

18.10.21

Problema: Triângulo isósceles - medida das áreas e distâncias de pontos da base aos lados

Problema:
Utilizando a medida das áreas, demonstra-se que a soma das distâncias de um ponto $\;M\;$ qualquer da base de um triângulo isósceles aos lados iguais é constante.
E que acontece quando $\;M\;$ está sobre o prolongamento da base?



A construção que apresentamos a seguir serve só para apoiar conjecturas. Pode sempre variar dados e acrescentar o que for preciso para responder a si mesmo e, claro, aos pedidos do enunciado.

@geometrias, 18 de Outubro de 2021, Criado com GeoGebra

Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

17.10.21

Problema: Triângulo rectângulo atento a um rectângulo que ocupa área igual

Problema:
Seja $\;D\;$ o ponto de contacto do círculo inscrito num triângulo rectângulo $\; Δ [ABC]\;$ com a hipotenusa $\;BC$.
Demonstra-se que o rectângulo cujos lados são $\;DB\;$ e $\;DC\;$ é equivalente ao triângulo $\; Δ [ABC]\;$



A construção que apresentamos a seguir serve para apoiar a conjectura .

@geometrias, 18 de Outubro de 2021, Criado com GeoGebra

Resolução de Mariana Sacchetti


Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

Problema: Razão entre áreas de. dois triângulos medianamente relacionados

Problema:
Um triângulo tem por lados as medianas de um outro triângulo
Demonstra-se que a razão das suas áreas é $\; \frac{3}{4}$. .



A construção que apresentamos a seguir serve para apoiar a conjectura feita.

@geometrias, 17 de Outubro de 2021, Criado com GeoGebra

Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

Problema: Triângulos. Áreas. Equivalência

Problema:
Por um ponto $\;D\;$ tomado sobre o lado $\;BC\;$ de um triângulo $\;Δ[ABC],\;$ tiram-se paralelas $\;DF\;$ e $\;DE\;$ aos lados $\;AB\;$ e $\;AC\;$ respetivamente.
Demonstra-se que os triângulos $\;Δ[CDE]\;$ e $\;Δ[BDF]\;$ são equivalentes.

E a figura dinâmica que se segue serve-nos bem como conjectura? Pode fazer variar os vértices do triângulo $\;Δ[ABC]\;$ e as posições de $\;D\;$......


@geometrias, 16 de Outubro de 2021, Criado com GeoGebra

Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

9.10.21

Problema:Triângulo(s). Áreas. Meio Proporcional

Problema: Seja $\;H\;$ o ortocentro do triângulo $\;\Delta[ABC]:\;$ o círculo de diâmetro $\;BC\;$ corta $\;AH\;$ em $\;D\;$.
Demonstra-se que a área do triângulo $\;\Delta[BCD]\;$ é o meio proporcional entre as áreas dos triângulos $\;\Delta [BCH]\;$ e $\;\Delta [BCA]\;$.


A ilustração dinâmica que se segue serve-nos bem como conjectura.

Construções com Geogebra

Notamos que:
a)       $\;x\;$ é o meio proporcional de $\;a \;\mbox{e}\; b\;$ se e só se $\;\frac{ a}{x}\;=\; \frac{x}{b}\;$
b)        Nas condições da figura, $\;BC\;$ é um lado dos três triângulos $\;\Delta[ABC],\; \Delta[CDB]\; e \; \Delta[BAC]\;$ ou seja é
             base comum desses três triângulos.
              E as alturas relativas a $\;BC\;$ dos três triângulos são segmentos da reta $\;HAH_aD.\;$ ....
Cluzel & Robert. La Géometrie et ses applications. Enseignement Technique ;Librairie Delagrave. Paris:1964

5.10.21

Problema resolvido?


Problema:
Num plano são dados: uma circunferência de raio $\;r \;$ e centro $\;P\;$ e uma reta $\;l\;$, sendo $\;d \;$ a distância de $\;P \;$ a $\;l \;$ tal que $\;d \;>\; r \;$.
Se tomarmos $\;M \;$ e $\;N \;$ sobre $\;r \;$ de tal modo que a circunferência de diâmetro $\;MN \;$ seja tangente exterior à circunferência dada. Mostre que existe um ponto $\;A \;$ do plano para o qual todos os segmentos $\;MN \;$ subentendem um ângulo $\;\angle MÂN \;$ constante.

Tiramos um ponto $\;O(0,\;0) \;$, uma reta $\;Ox =l\;$ e uma $\; Oy \;$ (perpendicular a $\; Ox \;$ tirada por $\; O \;$), um ponto $\;P(O,\;d) \;$ de $\; Oy \;$ para centro de uma circunferência de raio $\; r \;$ sendo $\; d > r \;$.
Tomamos por $\; P \;$ uma reta que intersecta $\; Ox \;$ num ponto $\; C(h, 0) \;$ que é centro da circunferência tangente à circunferência $\;(P,\;r) \;$, como na figura se ilustra.



@ geometrias, 5 de Outubro de 2021, Criado com GeoGebra

O centro $\; C\;$ de uma circunferência tangente exterior à dada $\;(P,r) \;$ deve ter um raio $\; s \;$ tal que $\; PC =(r+s)\;$ é hipotenusa do triângulo $\;\Delta [OCP]\;$ rectângulo em $\; O \;$ e, pelo Teorema de Pitágoras, $$\; d^2 + h^2 = (r+s)^2$$
Aos extremos do diâmetro da circunferência $\;(C, s)\;$ cortada por $\;Ox\;$ na nossa construção, chamamos $\; M=(h-s, 0)\;$ e $\;\;N=(h+s,0)\;$.
Aceitemos que existe um ponto de $\;Oy, \;\;A(0,\;k), k>0\;$ que satisfaz a condição do problema, ou seja, tal que as amplitudes dos ângulos $\; \angle MAN \;$ se mantêm invariáveis.
Se tirarmos por $\;O \;$ uma reta tangente à circunferência $\;(P,r),\;$ ficamos com um triângulo $\;\Delta[OTP]\;$, retângulo em $\;T\;$, para além do triângulo $\;\Delta[COP]\;$ rectângulo em $\;O\;$.
A circunferência $\;(O,\;T)\;$ corta $\;Oy\;$ num ponto que designamos por $\; A \;$ e, como nos parece óbvio, só nos falta provar que a amplitude $\; \angle MÂN \;$ em causa se mantém invariável, no caso de tomarmos pelo mesmo processo outras retas $\;P, \;C\;$ perpendiculares a tangentes da circunferência $\;(P,\;r)\;$....
Tal se pode provar, recorrendo à circunferência $\; (A,\; O)\;$ e aos seus diferentes sectores circulares com centro em O e construídos de igual modo ao primeiro sempre com as tangentes a $\;(P,\;r).\;$
Não dependem dos raios $\;s\;$ e deslocando o ponto $\; C\;$ podem ser vistos e vista a sua constância em amplitude dos sectores circulares de $\;(A,O).\;$ $\hspace{0.5 cm}\square$

3.10.21

conjectura ou tentação de palpite


Um dia destes de arrumações que não me levam longe, folheei um Calendário Matemático de 1997, - CENAMEC, Centro Nacional para el mejoramiento de la enseñanza de la ciencia (Fundacion Polar), Venezuela - e as folhas do mês de Julho de 1997 ficaram abertas como tentação e obrigação de fazer uma construção dinâmica ligada a um "Un Problema Retador"- Problema Desafiante apresentado por "Andrés Moya Romero".


a)     Observe a construção dinâmica que aqui lhe deixamos.
b)     Fixe-se em dois pontos:  A, que pode mover-se no eixo Oy,
                                           e    T, que pode mover-se na circunferência de centro P.
c)     Repare na amplitude do ângulo MÂN que toma valores diferentes ao deslocar
       A ou T cada um no seu mundo.
d)     Procure uma posição de A para a qual pode deslocar o ponto T e com ele as posições de M e N
        sem alterar a amplitude de MÂN .


Escreva-nos. Estamos a precisar de receber apoios (ou abandonar o feito e o seu feitio inicial).

21.7.21

experiência com cinderella seguida de experiência com GeoGebra sem qualquer interesse digo eu.

12ortoga3.cdy Uma prenda para António Aurélio Fernandes que vai ter pontos para deslocar... e animar-se....
Se duas circunferências de centros O1 e O2 se intersetam em dois pontos C e D e cada uma delas é ortogonal a uma terceira de centro O, então os pontos C e D são inversos relativamente a essa terceira circunferência de centro O

Pode movimentar pontos da figura dinâmica.
A tentativa de restauração de uma entrada de 2013:
    Inversão ou reflexão relativamente a uma circunferência    
devolveu a este triste restaurador alguma esperança na Cinderella reencontrada como prenda, um amor antigo que volta. Veremos o que aprendemos com este regresso.
Sei lá. Fico à espera.....
Ora era, já era.

Fiquei à espera. Até me fartar de ver nada. Se passei muito tempo a tentar ver nada, outro tanto passei a conseguir fazer uma construção com cálculos em notas ... de forma que sejam calculados dinamicamente, isto é, variam quando faz variar pontos na construção.

3.7.21

A, B, C, D -> AB e CD. Usando só circunferências e pontos, determinar a posição do ponto comum a AB e CD.

Voltamos a dar algum relevo a um problema (que usa compassos ou circunferências - (centro, raio); (centro, ponto), (ponto, ponto, ponto) - e inversões) que pudemos restaurar a partir de uma entrada de 20 de Junho de 2013. Aqui fica problema deste tempo recorrendo ao geogebra.
Na entrada do dia 5 de Junho, propomos que, com compasso e ponto a ponto, para quatro pontos A, B, C e D dados, determine o ponto de interseção das retas AB e CD.
Ilustram-se a seguir as etapas da resolução desse problema:




Para determinar a intersecção da reta (A,B) com a reta (C,D) recorrendo exclusivamente à circunferência, precisamos transformar, por inversão, essas retas em circunferências.
  1. Para definir uma inversão, basta tomar, como auxiliares, um ponto P e uma circunferência nele centrada.
  2. Por inversão, relativamente a P e à circunferência nele centrada, determinamos
    • A' e B'
    • a circunferência que passa por A', B', P é o transformado de AB pela inversão
    • C' e D'
    • a circunferência que passa por C', D', P é o transformado de CD pela inversão
    • as circunferências (A',B',P) e (C',D', P) intersetam-se em P e em I' sendo este a imagem, pela inversão definida, do ponto de intersecção I de (A,B) com (C,D)
  3. Determinar I é feito usando a mesma inversão auxiliar, relativamente à qual determinamos o correspondente de I'
Este processo pode ser utilizado para determinar a intersecção de duas figuras — retas com circunferências, circunferências com circunferências, etc.

11.6.21

Dada uma reta a, e 4 pontos dela A, A', B, B' , como determinar nela um quinto ponto M tal que AM / BM = AM' / BM'

Estamos a restaurar mal, que os tempos são outros, a solução de um exercício interactivo proposto em 21 de Maio de 2013 que foram "deprecated" até retorcido se ver o texto e nada se ver da construção. Por não termos culpa, não pedimos desculpa.

25.5.21

Segmento de reta perpendicular a lado de triângulo para o dividir em dois polígonos equivalentes

Restaurámos uma construção agora com recurso a GeoGebra para substituir uma outra que foi inicialmente publicada em 25 de Junho de 2006 Dividir um triângulo em 2 para funcionar como exercício interactivo recorrendo à aplicação Zul - zirkel und lineal (Cal - compasso e régua) de R. Grothmann. Já não se via há anos e agora já não é o que era, claro, por razões que a nossa razão desconhece.... e entristece. Vamos respondendo a empurrões teimosos de A.A.F. (e outros) que ficarão desiludidos por não serem as (deprecated) originais...

Vamos dividir um triângulo em dois polígonos equivalentes por uma recta perpendicular a um dos lados? Vamos.



[A.A.M]

Como determinámos [DE] perpendicular a AB que divida [ABC] em dois polígonos equivalentes:

  1. Tomámos um triângulo de vértices A, B, C e lados a=BC, b=CA e c=AB. Considerámos também um ponto U e por ele, uma reta r paralela a c. Pode mover o ponto U e com ele a reta r.
  2. Considerado o ponto M médio de AB, tomámos a circunferência de centro U e raio AM ou MB e o ponto P um dos pontos comuns a r e (U, MB).
  3. E o ponto Q de r: PQ=BHc, sendo H_c o pé da perpendicular a AB tirada por C:
    CH_c é uma altura do triângulo [ABC] sendo a área deste metade de AB*CHc.
    Q é um dos dois pontos comuns a r e à circunferência (P, BHc)

  4. A circunferência de diâmetro QU tem centro R: RU=UQ.
    E é intersectada em S pela perpendicular a (r ou a ) AB tirada por P.
  5. A circunferência de centro B e raio PS intersecta BA em D, ou seja BD=PS e a perpendicular a AB tirada por D intersecta BC em E que, os calculados BD*DE e da figura DBE nos leva a pensar (conjecturar) que é esta DE (assim determinada) quem divide ABC em dois polígonos [ADEC] e [DBE] equivalentes.
  6. ?

13.4.21

A circunferência é uma cónica?

A construção dinâmica que a seguir pode ver foi feita, usando Geogebra, para substituir uma outra feita com Cinderella para uma publicação de 1.12.2012 (dia de restauração), a um click em: A circunferência é uma cónica :-) em espera.
------ construção dinâmica com Geogebra ------

31.3.21

Razão cruzada de um feixe de quatro retas

4 retas que passam por um dado ponto gozam de uma propriedade "simples" que pode deslumbrar quem estuda geometria (projetiva, no caso). Aqui fica uma ligação à publicação de Agosto de 2012 que recorria à aplicação - Compasso e Régua (Zirkel und Linea; R. Grothmann)-, restaurada hoje com recurso a Geogebra....
Para cada feixe de retas, há uma razão (a cruzada razão) que se mantém invariante, isto é, não depende da reta que corta o feixe.... A figura permite-nos considerar isso mesmo por simples manipulação de E e F que nos deixam ver as diversas posições da reta r, o que é variável e o que se matém invariante.

[A.A.M.]

16.3.21

Teorema 119 FG-M

Enunciado do TEOREMA 119 FG-M:
São dadas duas circunferências tangentes interiormente num ponto A: a exterior de centro N, a interior de centro M. Seja AE a reta tangente às circunferências em A e seja BE a tangente à circunferência interior em C.
Demonstre que a reta AC é bissetriz do ângulo ∠BÂD.


[A.A.F.]

Demonstração:
Os segmentos AE e CE são iguais, logo ∠EAC = ∠ECA. Da geometria elementar sabe-se que:
∠EAC = (arc AD + arc DF) / 2 e ∠ECA = (arc AD + arc BF)/2
Logo arc DF = arc BF, ou seja, ∠DAC = ∠CAB;
de onde se conclui que AC é a bissetriz do ∠BAD.

13.3.21

A relação da distância entre circuncentro e incentro de um triângulo dado com os circunraio e inraio.....




[A.A.F.]
A figura dinâmica permite conjecturar que para quaisquer A, B ou C ou para qualquer triângulo ΔABC se mantém a relação estabelecida
IO2 = R2-2rR
Desloque A, B ou C...... para conjecturar.
Não deixe de tentar demonstrar...

9.3.21

Dobras de um canto com uma dada área.


Imagine que o primeiro quadrante do plano Oxy é um folha de papel gigante. Fixe uma constante k e imagine que o canto em (0,0) é dobrado para um ponto P da folha de tal modo que o triângulo da dobragem tem área k. Descreva o conjunto dos pontos que podem ocorrer como P.

► Clique no botão a que chamámos "auxiliares"

Chamamos Q e R aos dois outros vértices do triângulo da dobragem que leva O para P. E designamos por S o ponto de interseção de OP com RQ. Como os ângulos em O e em P são iguais e retos, RQ é o diâmetro da circunferência que passa por Q,P,R,O.
P obtém-se como imagem de O por uma meia volta em torno de QR, ou dito de outro modo, para cada Q e cada R, há um P imagem O por simetria de eixo QR. OQ = QP, OS = SP, OR = RP.





© geometrias, 8 dezembro 2015, Criado com GeoGebra


A área do triângulo PQR é dada por QR ╳ OP / 2 ou por QP ╳ PR / 2.
Designemos por (x, y) as coordenadas cartesianas de P: x=OQ y=OR   e por (ρ,   θ)   as coordenadas polares de P:    ρ = OP =2 ∙ SP,   θ =∠ QÔP.
No caso da nossa construção, atribuímos o valor 3 a k e a condição do problema que P deve satisfazer é, pelo que vimos, x ∙ y = 6.
Como OS ⊥ QR , do triângulo Δ OSQ, retângulo em S, tiramos OS / OQ = cos(θ) ou ρ / 2 = x.cos(θ).
Também o triângulo [RSO] é retângulo em S e RÔS = π / 2 - θ e ρ / 2=y.cos(π / 2 - θ) ou ρ / 2 = y.sen(θ) .
De ρ = 2x.cos(θ) e ρ=2.sen(θ) podemos concluir que ρ2 = 4xy.sen(θ). cos(θ) ou, por ser 2. sen(θ).cos(θ) = sen(2θ), e xy = 2k (no nosso caso 6), podemos concluir que o lugar geométrico dos pontos P(ρ , θ) tais que os triângulos (QPR) de dobragem têm área k constante satisfazem a seguinte equação
ρ 2 = 4k. sen(2 θ)
que é a equação de uma curva chamada lemniscata (meia lemniscata no nosso caso por serem x ≥ 0 ∧ y ≥ 0 restrições consideradas no enunciado do problema.)

Pode ver o lugar geométrico -- meia lemniscata -- clicando no botão "lugar geométrico dos P" ao fundo direito na figura. E pode deslocar Q para ver o ponto P descrever a curva desenhada a vermelho. É claro que, considerado que P(x, y): xy=2k e deixando livre Q(x, 0) o pontoR (0, y) é dele dependente:
y= 2k / x◾.


. Don't Cut Corners — Fold them
Suppose the first quadrant of the x-y plane is a giant sheet of paper. Fix a constant K and imagne that the corner at (0;0) is folded over onto a point P on the sheet in such a way that the triangle folded over has area k. Describe the set of ponts that can occur as P.
Konhauser, J.D.E; Velleman, Dan; Wagon, Stan. Which way did the bicycle go? . and other intriguing mathematical mysteries. Dolciani mathemetical Expositions - o 18, Mathematical Association of America: 1996.

18.2.21

de uma colinearidade a outra e etc.


Consideremos três pontos colineares A, B, C incidentes na reta r (podem tomar diversas posições) e dois semicírculos: um - c - de diâmetro AB e outro - d - de diâmetro AC ambos num dos dois semiplanos determinados por r.
Seja D o ponto médio do segmento BC: BD=DC; e, tiradas por D,
  • a perpendicular a r - p - que intersecta d em E,
  • e a tangente a c - t - sendo F o ponto de tangência.
Finalmente, considerámos a reta i determinada por A e F.
A nossa figura leva-nos a conjecturar que
  1. os segmentos DF da tangente t e DE da perpendicular a r são geometricamente iguais
  2. o ponto E incide na recta i=AF, ou seja, A, E e F são colineares.
Pode demonstrar.

Cluzel, R. et Robert, J-P.   La Géométrie et ses applications  Lib. Delagrave, Paris.1964 - p. 136, ...