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31.12.13

Reflexões


Tomámos duas retas perpendiculares e uma circunferência de raio 1 e centrada no ponto de interseção das retas perpendiculares. As figuras restantes podem ser obtidas como transformados do polígono (cimo direita, com vértices verdes) por refexões relativamente às retas perpendiculares e à circunferência.

© geometrias, 26 dezembro 2013, Criado com GeoGebra

Deslocando os vértices do polígono (pontos verdes) pode variar o polígono original e observar as mudanças nos corrrespondentes pelas reflexões.

20.12.13

Coordenadas, equações e inversão (4. Parábola)


Nesta entrada, começamos por tomar a circunferência \;\;\;x^2 + y^2=2 \;\;\; para circunferência de inversão e a parábola de equação \;\;\;\;y=x^2 \;\;\;\; num dado referencial ortonormado xOy
Lembramos que, pela inversão I(O, 1), o inverso de um ponto P(x,y) é \;\;\;\;P'\left(\displaystyle \frac{x}{x^2+y^2}, \frac{y}{x^2+y^2}\right).

© geometrias, 20 de Dezembro de 2013, Criado com GeoGebra


As coordenadas dos pontos P(x,y) da parábola (azul, na figura) verificam a condição \;\;\;\; y=x^2 \;. \begin{matrix} &\;\;\;\; I(O,1)\;\;\;\;&\\ y=x^2 &\;\;\;\longmapsto \;\;\;& \frac{y}{x^2+y^2} = \left(\frac{x}{x^2+y^2}\right)^2 \end{matrix} e,para (x,y)≠(0,0)\;, \frac{y}{x^2+y^2} = \left(\frac{x}{x^2+y^2}\right)^2 \Longleftrightarrow y(x^2+y^2)=x^2 \Longleftrightarrow x^2y - x^2+y^3=0 Esta última é a equação da curva inversa da parábola que é mostrada na folha algébrica do geogebra. Para (x,y)=(0,0), a aplicação daria valores indeterminados para as coordenadas do inverso de O. Considerando o plano inversivo, o inverso do centro de inversão é o ponto ideal Z (\infty). O plano inversivo e o ponto ideal (convencional) estão tratados na entrada de 31 de Julho p.p.: " Plano inversivo. A inversão é uma involução do plano inversivo:-) ".

Pode ter interesse ver outras situações diferentes daquela que é descrita no texto desta entrada. Se deslocar o círculo de inversão, ou a parábola, pode observar diferentes posições da circunferência de inversão e da parábola e respetiva curva inversa.

19.12.13

Coordenadas, equações e inversão (3. Elipse e hipérbole; lemniscatas)


Nesta entrada, começamos por tomar a circunferência \;\;\;x^2 + y^2=2 \;\;\; para circunferência de inversão, a hipérbole de equação \;\;\;\;x^2 - y^2 = 1 \;\;\;\; e a elipse de equação \;\;\;\; 10x^2+y^2=10 \;\;\; num dado referencial ortonormado xOy
Já sabemos que, pela inversão I(O, 1), o inverso de um ponto P(x,y) é \;\;\;\;P'\left(\displaystyle \frac{x}{x^2+y^2}, \frac{y}{x^2+y^2}\right).

© geometrias, 17 de Dezembro de 2013, Criado com GeoGebra



As coordenadas dos pontos P(x,y) da elipse (verde, na figura) verificam a condição \;\;\;\; 10x^2+y^2=10 \;. \begin{matrix} &\;\;\;\; I(O,1)\;\;\;\;&\\ 10x^2+y^2=10 &\;\;\;\longmapsto \;\;\;& 10\times \left(\frac{x}{x^2+y^2}\right)^2 + \left(\frac{y}{x^2+y^2}\right)^2 = 10 \end{matrix} e,para (x,y)≠(0,0)\;, 10\times \left(\frac{x}{x^2+y^2}\right)^2 + \left(\frac{y}{x^2+y^2}\right)^2 = 10 \Longleftrightarrow 10x^2+y^2=10\left(x^2+y^2\right)^2 \Longleftrightarrow \Longleftrightarrow \left(x^2+y^2\right)^2=x^2+\frac{1}{10}y^2 \Longleftrightarrow-100x^4-200x^2y^2 +100x^2-100y^2+10y^2=0 Esta última é a equação da curva inversa da elipse que é mostrada na folha algébrica do geogebra.

Do mesmo modo, se determina a equação da inversa da hipérbole (a azul): \begin{matrix} &\;\;\;\; I(O,1)\;\;\;\;&\\ x^2-y^2=1 &\;\;\;\longmapsto \;\;\;& \left(\frac{x}{x^2+y^2}\right)^2 - \left(\frac{y}{x^2+y^2}\right)^2 = 1 \end{matrix} e,para (x,y)≠(0,0)\;, \left(\frac{x}{x^2+y^2}\right)^2 - \left(\frac{y}{x^2+y^2}\right)^2 = 1 \Longleftrightarrow \left(x^2+y^2\right)^2 = x^2-y^2 \Longleftrightarrow -x^4-2x^2y^2+x^2-y^4-y^2=0 sendo esta última a expressão apresentada na folha algébrica do geogebra para definir a curva inversa da hipérbole. As curvas obtidas para inversas da elipse e da hipérbole dadas têm equações das famílias das lemniscatas
  1. elípticas: \;\;\;\;\;\; \;\;\;\;\left(x^2+y^2\right)^2=b^2x^2+a^2y^2
    • \;\;\;\;\;\;\;\;\mbox{inversa da elipse}\;\;10x^2+y^2=10\;: \;\;\; \left(x^2+y^2\right)^2=x^2+\frac{1}{10}y^2
  2. hiperbólicas: \;\;\;\;\;\;\left(x^2+y^2\right)^2 = b^2x^2-a^2y^2
    • \;\;\;\;\;\;\;\;\mbox{inversa da hipérbole}\;\; x^2-y^2=1 \;:\;\;\left(x^2+y^2\right)^2 = x^2-y^2

As lemniscatas estão entre as - espíricas de Perseus - curvas obtidas como secções do toro por planos paralelos ao seu eixo. Estas classificações constam do "Traîté des Courbes Spéciales Remarquables Planes et Gauches" de F. Gomes Teixeira (na Biblioteca da José Estêvão, claro!).

Pode ter interesse ver outras situações diferentes daquela que é descrita no texto desta entrada. Se deslocar o círculo de inversão, a hipérbole ou a elipse, pode observar diferentes posições da circunferência de inversão, da hipérbole e da elipse e as respetivas curvas inversas.

18.12.13

Coodenadas, equações, inversão (2. cónicas: hipérbole)


Tomamos a hipérbole de equação \;\;\;\;y=\displaystyle\frac{1}{x} \;\;\;\; ou \;\;\;\; \left\{\begin{matrix} x=t \\ \displaystyle y=\frac{1}{t} \end{matrix}\right. num dado referencial ortonormado xOy
Como já vimos, pela inversão I(O, 1), um ponto P(x,y) é transformado noutro ponto \;\;\;\;P'\left(\displaystyle \frac{x}{x^2+y^2}, \frac{y}{x^2+y^2}\right).
No caso da hipérbole \;\;\;\;y=\displaystyle \frac{1}{x}, P\left(x, \frac{1}{x}\right) \;\;\;\; \longmapsto \;\;\;\; P'\left(\displaystyle \frac{x}{x^2+\frac{1}{x^2}}, \frac{\frac{1}{x}}{x^2+\frac{1}{x^2}}\right) Parametricamente: \left\{\begin{matrix} x=t \\ y=\frac{1}{t} \end{matrix}\right. \;\;\; \longmapsto \;\;\;\; \left\{\begin{matrix} x=\frac{1}{t^2 +\frac{1}{t^2}}\times t \\ y=\frac{1} {t^2+\frac{1}{t^2}}\times \frac{1}{t} \end{matrix}\right. Esta última é a equação da curva inversa da hipérbole \;\;\;y=\displaystyle \frac{1}{x}\;\;, que é mostrada na folha algébrica do geogebra.

© geometrias, 17 de Dezembro de 2013, Criado com GeoGebra

Se deslocar a hipérbole, pode observar que diferentes hipérboles têm por inversas curvas com diferentes formas.

13.12.13

Inversos de 5 pontos não definem a inversa da cónica por eles definida


Como sabemos, 5 pontos distintos A, B, C, D, E definem uma cónica (há uma só cónica que neles incide). Com um contra-exemplo, vamos mostrar que os pontos A', B', C', D', E' (obtidos por uma inversão I(=O,1) ) inversos de A, B, C, D, E não definem a inversa da cónica definida por A, B, C, D, E. Para seguir o nosso contra-exemplo, é conveniente não deslocar quaisquer elementos para além de fazer variar \;\fbox{ n }\; no cursor. Se tal acontecer, poderá sempre voltar às nossas posições (pontos) recarregando a página.

Movendo o cursor verde \;\fbox{ n }\; segue, passo a passo, as ilustrações dos resultados:
\fbox{ n = 1}\;: Representa-se a vermelho a circunferência da inversão - \;I(O,1) - de equação x^2+y^2=1 (em xOy)
\fbox{ n = 2}\;: Apresentam-se os pontos A, B, C, D, E
\fbox{ n = 3}\;: No caso dos pontos por nós tomados, há uma elipse que neles incide.
\fbox{ n = 4}\;: Apresentam-se os pontos A', B', C', D', E'
\fbox{ n = 5}\;: Apresenta-se a cónica que passa pelos pontos A', B', C', D', E' e fica evidente que não é a inversa da elipse definida por A, B, C, D, E (para as posições dadas) já que a cónica A', B', C', D', E' não passa pelos pontos de interseção da cónica A, B, C, D, E com a circunferência de inversão (invariantes)
\fbox{ n = 6}\;: Finalmente apresenta-se a curva inversa da cónica A, B, C, D, E (a passar pelos tais pontos invariantes)

© geometrias, 13 de Dezembro de 2013, Criado com GeoGebra

Claro que pode verificar que, ao deslocar qualquer um ou vários dos pontos A, B, C, D, E obtém um novo conjunto de posições de pontos e, consequentemente, uma nova cónica por eles definida. Pode fazer todas as experiências que achar interessantes, vendo a relação entre as curvas dependentes da definida por cada posição de A, B, C, D, E (que pode mudar posição a posição de cada ponto)

12.12.13

Coordenadas, equações e inversão (1.retirculos)


Consideremos um referencial ortonormado xOy e uma circunferência de centro O(0,0) e \mbox{raio}=1.
Seja o ponto P(x,y) distinto de O(0,0). Pela inversão I(O,1), P é transformado num ponto P'(x',y') se se verificar que \overrightarrow{OP} . \overrightarrow{OP'} = 1, ou seja P' está sobre a semirreta \dot{O}P e \overline{OP'} = \displaystyle\frac{1}{\overline{OP}}
Nestas condições
  1. \angle PÔP' é nulo e \overrightarrow{OP}. \overrightarrow{OP'} =\overline{OP}\times \overline{OP'} = \sqrt{x^2+y^2}\times\sqrt{x'^2 + y'^2} =1
  2. \overrightarrow{OP}=(x-0, y-0)=(x, y), \overrightarrow{OP'}=(x', y') e \overrightarrow{OP'}=k.\overrightarrow{OP}, sendo k real não nulo ou (x',y')=(kx, ky)
  3. Assim: \sqrt{x^2+y^2}\times\sqrt{(kx)^2 + (ky)^2} =1 que é o mesmo que k(x^2+y^2) = 1 ou k= \displaystyle \frac{1}{x^2+y^2}
  4. Concluindo: Para a inversão I(O,1), o inverso de um ponto P(x,y) distinto da origem é o ponto P'\left(\frac{x}{x^2+y^2}, \frac{y}{x^2+y^2}\right)
Apoiados na construção que se segue, determinamos: (1) as coordenadas dos inversos de pontos dados pelas suas coordenadas, (2) equação da inversa de uma reta (que não passa por O, centro da inversão) dada por uma equação, (3) equação da inversa de uma circunferência (que não passa por O) dada pela sua equação.

Movendo o cursor verde \;\fbox{ n }\; segue passo a passo as ilustrações dos resultados:
\fbox{ n = 1}\;: Representa-se a vermelho a circunferência da inversão - \;I(O,1) - de equação x^2+y^2=1 (em xOy)
\fbox{ n = 2}\;: Assinalam-se os pontos A(\frac{3}{2}, 0), B(0, 2) e C(-2, -1) (e os seus inversos)
\fbox{ n = 3}\;: Apresenta-se a reta de equação y=2x+1 (e a sua inversa)
\fbox{ n = 4}\;: Apresenta-se a circunferência de equação (x-0,5)^2+(y+0,4)^2=0,04 (e a sua inversa)

© geometrias, 11 de Dezembro de 2013, Criado com GeoGebra


Já vimos acima que a inversão I(O,1), no plano cartesiano, fica bem definida por \left\{ \begin{matrix} x'=\frac{x}{x^2+y^2}\\ y'=\frac{y}{x^2+y^2} \end{matrix} \right.
Passe para \fbox{ n = 2}\;:\;\;\;\;\;\;A=\left(\frac{3}{2}, 0\right) \longmapsto A'= \left(\frac{2}{3}, 0\right); \;\;\;\;\;\; B=(0, -2) \longmapsto B'=\left(0, -\frac{1}{2}\right); e \;\;\;\;\;\;\;\;\;\;\;\; \;\;\;\;\;\;\;\;\;\;\;\;\;\; \;\;\;\;\;\;\;\; \;\;\; C=(-2, -1) \longmapsto C'= \displaystyle\left(\frac{-2}{5}, \frac{-1}{5} \right)
Passe para \fbox{ n = 3}\;: A equação da inversa da reta (circunferência) y=2x+1,\;\mbox{que não passa por } (0,0)\;\;\;x^2+y^2\neq 0), será \frac{y}{x^2+y^2}= 2.\frac{x}{x^2+y^2} +1 \Longleftrightarrow y= 2x + x^2+y^2 \Longleftrightarrow x^2+2x+y^2-y=0 ou (x+1)^2 +\left(y-\frac{1}{2}\right)^2 =\frac{5}{4} \mbox{circunferência que passa por} \; O\;\; \mbox{e corta} \;\;(O, 1) \mbox{onde a reta}\;\; y=2x+1\;\; a corta.

Passe para \fbox{ n = 4}\;: A equação da inversa da circunferência de equação (x-0,5)^2+(y+0,4)^2=0,04\;, \mbox{já que não passa por}\; (0,0) \; \; \mbox{ou para os pontos da qual se verifica}\;\;x^2+y^2 \neq 0, será \left(\frac{x}{x^2+y^2} - \frac{1}{2}\right)^2 + \left(\frac{y}{x^2+y^2} - \frac{2}{5}\right)^2 = \frac{4}{100} \Longleftrightarrow \ldots\\ \ldots \Longleftrightarrow \left(x-\frac{135}{100} \right)^2 +\left(y+\frac{108}{100}\right)^2=\frac{29}{100}

A folha algébrica do GeoGebra permite verificar as equações... obtidas

9.12.13

Determinar inversão que relaciona duas circunferências dadas (3)

Há inversão entre duas circunferências quaisquer? (3)

3º caso:
Dadas duas circunferências (C_1) e (C_2) (uma interior da outra) que não se intersetam, determinar uma inversão que transforme uma na outra.

Para definir uma inversão, precisamos do centro e do raio da circunferência de inversão.

Usando a homotetia de razão negativa de centro O_1.
Determinação de I(O_1, r^2)

  1. Sabemos que quaisquer duas circunferências (C_1) e (C_2) são homotéticas.
  2. No caso que estudamos nesta entrada, as circunferências (C_1) e (C_2) que não se intersetam e (C_2) está no interior de (C_1). Tomamos, em primeiro lugar o centro O_1 entre C_1 e C_2 da homotetia de razão negativa que transforma (C_1) em (C_2) para centro da inversão, para a qual P é transformado em Q'. Falta determinar o raio da circunferência de inversão.
  3. Seja P um ponto qualquer de (C_1). A reta O_1P, que não é a tangente a (C_1) em P tirada por O_1, corta a circunferência (C_1) num outro ponto Q e (C_2) em dois pontos que designamos por P' e Q'. Já sabemos que a homotetia de centro em O_1 transforma P em Q' e Q em P'. E sabemos também que, para o inverso de A relativamente a O_1 ser A', este estará sobre a corda da circunferência de inversão que une os pontos de tangência das tangentes a ela tiradas pelo ponto A exterior.
    Os pontos de tangência estarão, neste caso, na perpendicular a AO_1 em A' com a cirucnferência de diâmetro AO_1. Seja T um deles. A circunferência de inversão de centro O_1, que transforma o ponto A genérico de (C_1) no ponto A' de (C_2), tem raio O_1T.

Usando a homotetia de razão positiva de centro O_2.
Determinação de I(O_2, r^2)



  1. Na construção acima, tomamos a homotetia de razão positiva com centro O_2 que transforma P em Q'.
    O_2 estará na interseção de PQ' com C_1C_2.
  2. Para determinar o raio r da circunferência de inversão de centro em O_2 que transforma P no ponto P' tal que O_2P \times O_2P'= r^2, tomamos uma circunferência auxiliar por reflexão de (C_2) relativamente à perpendicular a C_1C_2 tirada por O_2. A reta PQ' corta esta última circunferência em P_1 e Q_1 que se transformam em P' e Q' por meia volta de centro O_2. A circunferência de inversão terá por isso de passar pelos pontos de interseção de (C_1) com esta circunferência transformada de (C_2) por meia volta de centro O_2
Uma circunferência (C_1 de que P é um ponto genérico é transformada pelas inversões acima definidas na circunferência (C_2).


© geometrias, 9 de Dezembro de 2013, Criado com GeoGebra

3.12.13

Determinar a inversão que relaciona duas circunferências dadas (2)



Há inversão entre duas circunferências quaisquer?(2)
2º caso:
Dadas duas circunferências (C_1) e (C_2) (exteriores uma à outra) que não se intersetam, determinar uma inversão que transforme uma na outra.

Para definir uma inversão, precisamos do centro e do raio da circunferência de inversão.

Para seguir os passos de cada construção a seguir apresentadas, desloque o respetivo cursor \;\fbox{ n }

Usando a homotetia de razão positiva de centro O_e.
Determinação de I(O_e, O_eT^2)




  1. Sabemos que quaisquer duas circunferências (C_1) e (C_2) são homotéticas.
  2. No caso que estudamos nesta entrada, as circunferências (C_1) e (C_2) não se intersetam. Tomamos, em primeiro lugar o centro O_e da homotetia de razão positiva que transforma (C_1) e (C_2) para centro da inversão. Falta determinar o raio da circunferência de inversão.
  3. Seja P um ponto qualquer de (C_1). A reta O_eP, se não é a tangente a (C_1) em P tirada por O_e, corta a circunferência (C_1) num outro ponto Q e (C_2) em dois pontos que designamos por P' e Q'. Já sabemos que a homotetia de centro em O_e transforma P em Q' e Q em P'. Para que o inverso de P relativamente a O_e ser P', este estará sobre a corda da circunferência de inversão que une os pontos de tangência das tangentes a esta tiradas pelo ponto P a ela exterior.
    Os pontos de tangência estarão, neste caso, na perpendicular a PO_e em P' com a circunferência de diâmetro PO_e. Seja T um deles. A circunferência de inversão de centro O_e que transforma o ponto P genérico de (C_1) no ponto P' de (C_2) tem raio O_eT.


Usando a homotetia de razão negativa de centro O_i.
Determinação de I(O_i, O_iR^2)





  1. Na construção acima, tomamos a homotetia de razão negativa com centro O_i.
  2. Para determinar o raio r da circunferência de inversão de centro em O_i que transforma P num ponto P' tal que O_iP \times O_iP'= r^2, estando O_i entre P e P', tomamos uma circunferência de diâmetro PP' e a perpendicular a PP' tirado por O_i. Ficamos com o triângulo PRP' retângulo em R, do qual O_iR é a altura relativa a R ou à hipotenusa PP' O_iR é a média geométrica de PO_i e O_iP, ou seja, O_iP\times O_iP'=r^2 -
  3. Uma circunferência (C_1 de que P é um ponto genérico é transformada, pela inversão acima determinada, na circunferência (C_2).
  4. Claro que, por I(O_i, r^2) podemos determinar diretamente outra circunferência inversa de C_1) que é a imagem da circunferência (C_2) dada relativamente a O_i, como se pode ver a dado passo da construção feita.
  5. Não usámos o método da tangente do caso anterior já que a circunferência de diâmetro PO_i não corta a circunferência C_2 dada. Obviamente também não podíamos usar o método dos pontos de interseção das circunferências dadas, já que elas não se intersetam.
  6. Este procedimento é equivalente a:
    • Determinar O_i como centro da homotetia negativa que transforma (C_1) em (C_2
    • Determinar a circunferência (K) como imagem pela reflexão relativa a O_i de (C_2)
    • Claro que O_i é o centro da homotetia positiva entre (C_1) e (K) e calcular r por algum dos métodos já utilizados: circunferência de centro O_i e a passar pelos pontos de interseção das circunferências (C_1) e (K), ou pelo método das tangentes usado no caso em que recorremos à homotetia positiva que relaciona duas circunferências.

© geometrias,3 de Dezembro de 2013, Criado com GeoGebra