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26.11.18

Epiciclóide(5/1)


Nesta entrada, consideramos duas circunferências de raios \;r\; e \;s\; com centros, respetivamente, em \;A\; e \;C,\; e tangentes em \;B:\; \;\; (A,\;r), \;(C,\;s)\; - sendo \;r=5 \times s\; ou \;s= \displaystyle \frac{r}{5}\;.
Um ponto que faça uma volta completa em torno de \;A\; pela circunferência \;(A, \;r)\; faz um percurso de comprimento \;2\times \pi\times r.\;
Se considerarmos que é a circunferência \;(C, \;s)\; que rola, sem arrastamento, tangencialmente a \;(A, \;r)\; uma volta inteira, de pontos de tangência, ocupará um arco \;2\pi r.\; E, sendo \;B\; a posição de tangência na partida para a aventura de tal volta, ele tomará posições \;T = \mbox{Rot}_A^\alpha (B)\; enquanto, nas condições do problema de rolamento sem arrastamento, o ponto \;B,\; como ponto fixo de \;(C, \;s)\; terá de tomar posições reais \;T'\; em posições \;(C',\;T)\; obtidas por \; \mbox{Rot}_A^\alpha(B')\; sobre esta, só voltando a ser ponto de tangência a cada volta completa, isto é, quando \;T'= \mbox{Rot}_{C'}^{2n\pi s}(B) \;\;\; n=1,2,3, ...\; coincidir com uma das posições \;T = \mbox{Rot}_A^\alpha (B) .\; Este ponto \;T'\; do qual procuramos saber o seu lugar geométrico quando \; \alpha\; toma valores de \; [0, n\pi ]\; em radianos (com \;n\; natural ), também pode ser obtido por uma rotação do ponto \;B\; de ângulo \; \alpha\; em torno de \;A\; seguida de uma rotação de ângulo \;r\alpha / s \; em torno de \; C' = \mbox{Rot}_A^\alpha (C)\;
Para cada \; \alpha , \; o arco de \;(A,\;r),\; \;\; \widehat{BAT}=r \times \angle B\hat{A}T\; ou seja tem comprimento \; r\times \alpha.\; Ao fim da primeira volta de \;(C, \;s) \;, a posição \;B'\; é tal que o comprimento do arco \;\widehat{BCB'} =2 \times \pi \times s = \displaystyle\frac{2 \pi r}{5}\; coincidirá com uma posição \;T_\alpha\; em que \;\alpha =\displaystyle \frac{2\pi}{5}.\;
São precisas cinco voltas completas de \;(C,\;s)\; para que a posição \;T\; coincida com a posição inicial \;B.\;




Por ser \;s = \displaystyle\frac{r}{5},\; ao dar uma volta completa de \;(C,\;s),\;\;\; T'\; percorre um comprimento \;2\pi s = \displaystyle 2\pi \frac{r}{5}.\; É claro que \;T',\; ao tomar todas as posições pontos de \;(C, s]\; no seu rolamento a partir de \;B,\; os pontos \;T\; de tangência passam pela quinta parte da circunferência \;(A,\;r).\; E, só ao fim de cinco voltas, é que \;T'\; que, depois de partir da posição \;B\;, a ela volta:
Cinco pétalas, cada uma partilhando um ponto em comum com a contígua, com a roda que rola e com a roda carril.

20.11.18

E se for a roda maior a rolar tangente à menor…


A entrada anterior sugeriu-nos esta com naturalidade.
Não é preciso fazer qualquer raciocínio novo. A roda de centro \;A\; tem raio \;1,5\; é tangente (em \;B\;) à roda de centro \;C\; que tem raio \;3.\; Mostramos ainda o ponto \;D,\; extemidade do diâmetro de \;(C, 3)\; oposta a \;B.\; Já sabemos que a uma rotação de \;B\; em torno de \;A\; de um ângulo de amplitude \;\alpha\; radianos corresponde um arco de \;(A)\; de comprimento \;1,5 \times \alpha\; em que incidem os pontos de tangência das duas rodas dadas quando \;(C)\; vai rolando (assumindo as posições \;(C')\; imagens de \;(C)\; pelas rotações de ângulos entre \;B\; - ângulo \;0\; - e \;T\; - amplitude de \;alpha\; -) que no rolamento sem arrastamento é igual em comprimento a um arco de \;(C)\; - \; 1,5 \times \alpha= \frac{1}{2}(3 \times \alpha)\; Por ser \widehat{BCB'}=\widehat{BAT}=\widehat{TC'T'}\; em que T' é um representante das posições do ponto \;B\; considerado fixo em \;(C)\; tomado inicialmente cuja trajectória nos interessa.



Quando \;(C)\; roda em torno de \;A\; tangente a \;(A)\; de uma volta completa \; 0 \leq \alpha \leq 2\pi \; os pontos \;T'\; são posições assumidas numa semicircunferência de \;(C)\; ou seja começando em \;B\; chegam a \;D\; após a volta completa de rolamento em torno de \;(A).\; Seria precisa mais uma volta completa para voltar à posição \;B\; inicial. No intervalo \;[0, \; 2\pi]\; as posições \;T\; percorrem \;(A)\; e as posições \;T'\; em \;(C')\; que correspondem a posições \;B'\; em \;(C)\; percorrem uma curva espiralcom início em \;B\; e interrompida em \;D\; extremidade oposta no diâmetro de \;(C)\;. De \;[2\pi, \; 4\pi]\; as posições de \;T'\; vão em espiral de \;D\; a \;B\; imagem do anterior ramo de espiral por reflexão relativamente à meta \;CA \; - partida e chegada do circuito.

15.11.18

Epicicloide


Nesta entrada, ilustraremos o caso da trajectória de um ponto fixo relativamente a uma circunferência exteriormente tangente a outra sobre a qual a primeira rola sem arrastamento, tal como na entrada anterior. Neste caso, a circunferência carril terá raio duplo do raio da circunferência ou roda que rola sempre à tangente. Já foi referido antes que rolamento sem arrastamento de uma circunferência \;(C,\;s)\; tangente a uma circunferência \;(A,\;r)\; exige que, para um dado valor de ângulo \;\alpha \; de rotação de \;(C, \;s)\; em torno de \;A,\; o comprimento do arco de \;(A,\; r)\; - \;r\times \alpha -\; correspondente ao ângulo ao seu centro de amplitude \;\alpha, \; entre dois dos seus pontos (de tangência) terá de ser igual em comprimento ao arco de \;(C,\;s)\; - \;s\times \beta -\; correspondente ao seu ângulo ao centro de amplitude \;\beta \; entre o primeiro ponto de tangência de partida e o correspondente à sua rotação em torno de \;C\; da outra em torno de \;A.\; Resumindo:
Rolamento sem deslizamento de uma circunferência de raio s tangencial exteriormente a uma circunferência de raio r exige que \;s\beta = r\alpha, \; ou seja, \; \beta = \frac{r}{s} \alpha .\;

No caso de \;r=2s\; o comprimento percorrido por um ponto \;B\; quando roda em torno de \;C\; tem de ser feito duas vezes para percorrer o correspondente comprimento quando roda em torno de \;A\; de um ângulo \;\alpha\; que tem comprimento duplo do comprimento percorrido entre os dois pontos de tangência em \;(A,\;r).\; Na figura que se segue, os raios têm comprimentos \;r=3, \; s=1,5\;



Como esperávamos, \; T' = Rot(T,2\alpha, C) \; parte de B e volta a B ao fim de uma volta completa de \;T \in [0, \;2\pi]\; em torno de \;A\; que corresponde a rotação de duas voltas \;T'\; em torno de \;C'\; (ou duas voltas de \;B'\; em torno de \;C.\;) Também fica claro que \;T'\; toca \;(A, \;3)\; noutra posição para além de \;B\; correspondente a \; \alpha = \pi = \displaystyle \frac{1,5}{3}\times 2\pi \; - o que nos esclarece porque temos duas pétalas completas.....

9.11.18

Roda a rolar tangencialmente e pelo exterior de outra roda


O problema que sugeriu a abordagem do estudo das trajectórias de pontos de uma roda quando ela roda, sem deslizar, tangencialmente a outra roda foi sugerido pelo enunciado
Suppose a círcle of radíus r uníts Is rolled around the outsíde of a clrc1e of radius R uníts, R> r. If a marking instrument is attached to the smaller círcle at a particular poínt P, then the pattern created by this markíng instrument and the statíonary large circle will be that of a stylízed, petaled flower, provided r and R are related ln a special way. What is this specíal way in which r and R must be related in arder that there will be no "partial petals"?
lido da pagina 17 de Geometry / Axiomatic Developments with Problem Solving de Earl Perry, (publicado pela Marcel Dekker, Inc. NewYork:1992)




Tomemos uma circunferência de centro \;A\; raio \;2\; e, sobre ela, um ponto \;B.\; Tomemos outra circunferência tangente à primeira em \;B.\; Nesta entrada, consideremos esta circunferência de centro \;C\; e de raio \;2.\;\; C,\; B,\; A\; são colineares e \;CB=BA=2,\; que constituem os elementos de uma partida e chegada da experiência para estudo da trajectória de um ponto \;B\; fixo de \;(C,\;2)\; quando acompanha esta na sua deslocação tangencial a \;(A,\;2)\;

Quando a circunferência \;(C, \;2)\; rodar em torno de \;A\; de um ângulo \; \alpha, \; tangencialmente percorre um arco de comprimento \;2\alpha\; enquanto o seu centro \;C\; percorre um arco de \;\;(A, \;4)\; de comprimento \;4.\alpha.\; Considerada \;(C, \;B)\; a posição inicial, após rodar \;\alpha\; em torno de \;A\; ocupa uma posição \;(C',\;T)\; em que \;T\; é o novo ponto de tangência das duas rodas \;(A, \;2),\;(posição fixa) e \;(C, \;2)\; (posição variável tangente à primeira). Ao rodar sem arrastamento, \;B\; de \;(C,\;2)\; passa à posição \;F\; de \;(D,\;2)\; (correspondente à posição \;E\; de \;(C, \;2)\; caso esta rodasse em torno de \;C\; sem mudar de posição, o que é o mesmo que dizer sem rolar, já que o ponto de tangência manter-se-ia na posição do ponto \;B\; de \;(A, \;2).\;) Dizer que \;(C, \;2)\; rola sem deslizar tangencialmente a \;(A, \;2)\; é dizer que as posições dos pontos de tangência \;T\; ocupam um arco \; \widehat{BOT}\; da circunferência \;(A, \;2]\; de comprimento igual ao dos arcos \; \widehat{BCE}\; de \;(C,\;B)\; e \; \widehat{TC'F}\; de \;(C',\;2)\; que, para cada valor de \;\alpha, \; é, no caso da nossa construção, \; 2\alpha .\;

Na nossa construção dinâmica, abaixo apresentada, pode deslocar o cursor (esquerda alta) para variar o ângulo \;\alpha \; de rotação e ver a evolução do rolamento e do comportamento de \;(C')\; e dos seus pontos. E pode sempre limpar o desenho, clicando no botão de reiniciar na direita alta






O que nos interessa será ver a trajectória do ponto \;F\; (variável com as posições \;(C',\;T),\; cada uma delas correspondente a um dos valores de \;\alpha\; em \;[0, \; 2\pi],\; no caso da nosssa construção).

Na esquerda baixa
  • Os botões \;\fbox{  >  }\; \mbox{e} \;\fbox{  ||  } \; permitem animar o rolamento e fazê-lo parar em qualquer momento.
  • Clicando sobre a caixa \;\fbox{   \\   }\; obtém o lugar geométrico dos pontos \;F\; (em função de \; \alpha\;) e
  • verificar que, no caso deste rolamento em que ambas as circunferências têm o mesmo raio, ao fim de uma volta completa - \; 0 ≤\alpha ≤ 2\pi \; - \;F\; parte de \;B\; e chega a \;B\; sem tocar noutro ponto de \;(A, \;2)\; o que significa que se obtém uma flor em volta de \;(A)\; de uma só pétala……… inteira e cordial
    em forma de coração ou cardióide.