19.1.05

Duas astróides

Tomamos um ponto P(x,y) a mover-se sobre uma circunferência de centro O. A astróide vermelha é envolvente das rectas a vermelho (cortadas na figura) que passam pelos pontos (x,0) e (0,y).
A astróide azul é envolvente das rectas perpendiculares às vermelhas (em cada posição de P)




Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) fundou a teoria das envolventes em 1692 com De linea ex lineis numero infinitis ordinatim ductis inter se concurrentibus easque omnes tangente. Parte das construções e animações que gostámos de fazer e gostamos de olhar referem-se a envolventes. Podem encontrar muitos resultados e sugestões em
Dörrie, Heinrich; 100 Great Problems of Elementary Mathematics. Dover Publications. New York: 1965.
Nessa obra podemos encontrar definições das astróides como envolventes e o trabalho algébrico de determinação das suas equações tipo.

17.1.05

Cardióide

A curva da animação abaixo foi desenhada por Dührer (o meu ídolo, este sim!) antes de Étienne Pascal (pai do mais conhecido Pascal, de nome próprio Blaise ) a quem é atribuída.

Limaçon de Pascal

Toma-se um ponto A fixo numa dada circunferência e um ponto M que se move sobre a circunferência. Se tomarmos dois pontos P e Q da recta AM que estão a igual distância de M, estes descrevem o caracol enquanto M dá a volta à circunferência.
Pode descrever de outra forma a obtenção deste lugar geométrico. Há mais do que uma.



Quando |PM| e |MQ| são iguais ao raio da circunferência de partida (|PM|=|MQ|=|AO|), obtemos um caracol especial a que damos o nome de cardióide (o mais conhecido dos caracóis de Pascal, por razões do coração que a razão desconhece).




(*) Eduardo Veloso; Geometria - Temas actuais (Materiais para professores), IIE. Lisboa:1998

A partir da página 162, sob o título "Curvas planas e mecanismos" são apresentadas várias definições para a cardióide, são contadas as histórias (que eu tinha reduzido a pouco pela consulta do Dicionário de Goemetria Curiosa) e apresentados diversos processos. Veloso inclui mesmo o processo de Dürer para construir o caracol de Pascal. Pode ser que ainda venha a tentar fazer a construção em Cinderella.

14.1.05

Básico - Construção de Triângulos (IV)

VHBM.cdy Alturas-2.cdy Desafio:
Reconstruir um triângulo de que se conhecem um vértice e as rectas que contêm a mediana, a altura e a bissectriz por ele tiradas.


Pode estudar a nossa resolução:

Construir um triângulo dadas a altura, a bissectriz e a mediana num vértice.


Seja A um vértice, a altura-a, a bissectriz-b e a mediana-c dados. O problema consiste em determinar B e C de um triângulo [ABC] que tenha aqueles elementos.
Propomos-lhe que estude uma solução para o problema ou que, pelo menos, tente explicar a nossa solução (que não foi fácil para nós, confessamos).

Reconstrução



Outro(s) desafio(s):



Considere-se um triângulo [ABC], em relação ao qual adoptamos as seguintes designações: a=BC, b=AC, c=AB e h' a altura tirada a partir de A.
1) Dados a, b e h'


2) Dados b, c,h'
3) Dados b, ângulo B e h'

4) Dados b, ângulo B e h'

5) Dados ângulo B, ângulo C e h'


6)Dados a, ângulo B e h'

Dados b, ângulo A e h' - solução de Sofia Canoso
'

Básico - Construção de Triângulos (III)

Bis1020.cdy Desafio:
Reconstruir um triângulo de que se conhece um vértice e as rectas que contêm as suas bissectrizes.



Sugestão.
Desenhe um triângulo e as suas bissectrizes (que se intersectam no incentro)dos ângulos internos. Pense em usar a perpendicular à bissectriz tirada pelo vértice do ângulo. Pode confirmar o que se pretende com a nossa construção:



Bissectrizes dos ângulos de um triângulo





Sugestão: resultado com bissectrizes de um triângulo

Num triângulo [ABC] consideramos habitualmente os ângulos internos e as suas bissectrizes a verde na figura e que se interesectam no ponto I, incentro.Mas podemos considerar as bissectrizes exteriores, a vermelho na figura. Movendo A, B ou C, vimos como os ângulos do triângulo mudam, mas o ângulo que cada bissectriz interior, AI, com a respectiva bissectriz externa, AD, parece manter-se constantemente perto de 90 graus. Podemos conjecturar que as bissectrizes dos dois ângulos formados por duas rectas são perpendiculares. Outro resultado que a figura sugere: A bissectriz interna do ângulo C, passa pelo ponto de intersecção das bissectrizes exteriores em A e em B.
Procure demonstrar os resultados que a figura sugere.

Resposta ao desafio:
Se não tiver reconstruído o triângulo, pode ver a nossa construção com Cinderella.


Reconstrução de um triângulo a partir de um vértice e das bissectrizes




São dadas as três bissectrizes, para além do vértice A (é dado o verde da figura). Traçamos a bissectriz exterior em A (perpendicular à bissectriz verde que contém A).Tomemos D, intersecção desta perpendicular (bissectriz exterior em A) com outra bissectriz. Por este D passará a bissectriz exterior noutro vértice, seja B, intersecção da terceira bissectriz com a sua perpendicular tirada por D. O terceiro vértice domtriângulo obtém-se, fazendo intersectar a recta simétrica de AB, por simetria cujo eixo é a bissectriz do ângulo B.


Construção dinâmica de um triângulo dados um vértice e as três bissectrizes


Pode movimentar A sobre a sua bissectriz, assim como pode movimentar qualquer das bissectrizes passando por I

13.1.05

Básico - Construção de Triângulos (II)

Constrianglados.cdy

Construção dinâmica de um triângulo dados dois lados e o ângulo por eles formado



Nesta construção, é importante lembrar que afinal só transportamos segmentos. Não é? De facto, para transportar o ângulo usamos o compasso para, em primeiro lugar, desenhar duas circunferências de igual raio uma com centro no vértice do ângulo dado e outra no vértice do triângulo a construir. E, depois, sobre a cirucnferência de centro no vértice do ângulo a transferir, transferir a sua corda cujos extremos são os pontos de intersecção com os lados (em circunferências iguais, a cordas iguais correspondem iguais ângulos ao centro).
Algumas outras construções que proporemos podem aguçar o apetite para estes assuntos básicos de geometria dos triângulos.


Assisti recentemente a uma aula em que o professor se esforçou para que alunos do 7º ano de escolaridade fizessem construções rigorosas. Podia ter escolhido melhor os exemplos e podia ter dado mais tempo para que os alunos fizessem as construções. Mas, pelo que vi, é certo que os estudantes têm ideias preconcebidas sobre o trabalho com ferramentas e não as levam para a sala de aula. E é verdade também que não escrevem. Reparei também que os estudantes dão definições decoradas como respostas a perguntas que dependeriam da observação do que lhes é mostrado. Está difícil.